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Chamada para dossiê do quarto número da revista Periódicus: “Guerrilha de linguagem: re(ex)sistência cultural e subversão dos regimes de poder”.

 

Periódicus lança chamada para dossiê do seu quarto número

A Periódicus, revista de estudos indisciplinares em gêneros e sexualidades, lança chamada para o dossiê e sessão livre do seu quarto número, que deve ser lançado no final de 2015.

O dossiê, intitulado Guerrilha de linguagem: re(ex)sistência cultural e subversão dos regimes de poder, será organizado pelos professores Carlos Henrique Lucas Lima (UFOB) e Anselmo Peres Alós (UFSM) – (leia chamada abaixo). Os textos devem ser enviados até dia 16 de outubro.

A sessão livre da revista recebe textos em fluxo contínuo. Mais informações sobre a revista e diretrizes para autorxs podem ser encontradas no site da revista http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistaperiodicus. Tanto textos para o dossiê ou sessão livre devem ser enviados para o e-mail:  revistaperiodicus@ufba.br

A Periódicus é uma publicação online criada pelo grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Dossiê: “Guerrilha de linguagem: re(ex)sistência cultural e subversão dos regimes de poder”.

A linguagem, em sentido amplo, tem sido, sobretudo desde a década de 1960, uma importante ferramenta cultural utilizada por grupos pertencentes a minorias identitárias em projetos de resistência (e, porque não dizer, reexistência). Fundamentais para a produção teórica feminista, as ideias de Monique Wittig, por exemplo, buscaram o solapamento da ordem cultural dominante e a instalação de outra forma de leitura das relações sociais entre homens e mulheres, straights e lésbicas. Verdade é que a linguagem foi, muitas vezes, fetichizada, quer dizer, tratada como o “Santo Graal”, como a solução última para os problemas em torno da representação, das subalternidades e dos regimes de poder. Para Judith Butler, não apenas o gênero e o sexo são performativos, isto é, produzidos por atos repetitivos de linguagem, mas tudo o que há – e o “há” aqui posto já trai a noção de performatividade da linguagem ao exigir uma essência anterior) – não apenas os sentidos das coisas, mas também as materialidades que habitam o mundo. Compreender o central papel que ocupa a linguagem é imprescindível, se quisermos não apenas solapar a ordem cultural, sexual e política dominantes como ainda instalar, no centro dos sentidos, uma outra ética e uma outra estética. Encoraja-se o envio de artigos, ensaios e outros gêneros textuais que coloquem em xeque as normatizações por meio da análise de filmes, da literatura, da publicidade, de canções, entre outros artefatos culturais.

Prazo para o envio dos manuscritos: 16/10//2015

Organizadores: Carlos Henrique Lucas Lima (UFOB) e Anselmo Peres Alós (UFSM).

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